minhas teorias sobre lost (2)
2 palpites sobre a estrutura da série:
1. Muitas das referências que identificamos na série - de nomes de personagens a objetos - são aleatórias e não têm explicação. Não têm explicação porque foram plantadas como pistas falsas. Com base nos fóruns da internet, a produção de Lost aproveita algumas idéias e as joga na trama. Mas como não são originárias das cabeças da produção, podem ser descartadas como pistas falsas. A vida tem disso...
2. Duas grandes narrativas perpassam, se entrelaçam e ajudam a sustentar Lost: a Bíblia e a Odisséia, de Homero. Meu palpite é que elas ajudam a sustentar, e a série bebe nelas, sem ter o compromisso de repetir tudo o que se dá nessas grandes narrativas. Da Bíblia, podemos tirar alguns nomes: Benjamin, Jacob, etc. E mesmo as relações entre essas pessoas. Podemos ainda observar as muitas variações de um mesmo tema: problemas com o papai. Isso mesmo: Locke, Sawyer, Ben, Kate, Jack, Hurley tiveram problemas com seus pais. Um tema caro na Bíblia: de Esaú e Jacó a Jesus Cristo, na cruz, quase se arrependendo de ter tomado o caminho que tomou... Da Odisséia, temos a esposa de Desmond, que se chama Penélope e aguarda a volta do amado. Outra coisa: Desmond é uma espécie de Ulisses vagando de barco - lembra? - perdido pelo mar e passando por muitas aventuras. Mais: no episódio 21 da terceira temporada - que passou ontem nos Estados Unidos -, Desmond e Charlie chegam a um ponto do mar - não vou contar, calma! - que mais se parece com a Ilha de Lesbos, da Odisséia...