.......... [ MONITORANDO ] ..........


Porque ainda é feriadão...

...e a música do Fantástico ainda nem tocou, indico alguns sites e blogs de chargistas que estão estourando por aí. Tem o Junião, que conheci em Bauru, mas que hoje mora em SP e faz coisas pra jornais de Campinas e outros frilas. Junião é Antonio Carlos de Paula Júnior, licenciado em Educação Artística, mestre em biritas e doutor em simpatia. Dê uma olhada no blog do rapaz e confira que emplacou uma baita charge no JB do dia 24 passado.

Tem o Samuel Casal, editor de Arte do Diário Catarinense, e que já colaborou com Caros Amigos, Você S/A, Folha de S.Paulo, Superinteressante e por aí vai. Só pra apimentar: o menino já ganhou o HQMix como Desenhista Revelação e o 11º Salão de Desenho pra Imprensa... Veja o monstro.

Tem o Frank Maia, que não tem site nem blog e já tá devendo isso... Pra ver o trabalho do menino, tem que ir ao jornal A Notícia ou frequentar as páginas mais antenadas da net brasileira, como o Monkey News (UOL) que sempre republica o seu material. Dá-lhe Frank! Se achou bom o trabalho do cara, mande um email pra ele e encha o saco pra ele criar um blog ou qualquer coisa que o valha...



Escrito por Rogério Christofoletti às 21h51
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LAMAAAAAA....

O céu parece querer desabar. Ou melhor: a terra estremece e ensaia se abrir, deixando escapar um imenso e caudaloso mar de lama. É essa a impressão que se tem ao passar pela banca de jornais hoje, domingo. Se não, vejamos a capa do Diário Catarinense:

Tem mais: revistas semanais de informação. As três - Veja, Isto É e Época - bateram na mesma tecla. Dá só uma olhadinha nas capas.

Isso sem contar na edição da Folha de S.Paulo, principalmente o primeiro caderno e a coluna de Janio de Freitas, que dispara: "A corrupção tornou-se um sistema. (...) A moralidade administrativa é uma farsa"! Bem no estômago, não?



Escrito por Rogério Christofoletti às 11h51
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mais a ver, impossível

Nesta terça, dia 24, o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina abre o seu ciclo de debates, alusivo aos 50 anos da entidade. O tema é “Jornalismo, Internet, inclusão digital e democracia", com a presença da editora de Informática de O Globo, Cora Rónai, e o jornalista e blogueiro, Cesar Valente. O evento é gratuito, aberto e começa às 20 horas no auditório da Fecesc, em Florianópolis.

Pra dinamizar a coisa, os debatedores lançaram uma idéia bem inteligente: colocaram seus blogs à disposição para que os internautas levantassem questões sobre o tema. Aí, na noite do debate, esses questionamentos pautarão as falas dos dois. Se a internet é o assunto, nada mais coerente, não é mesmo? Se você gostou, deixe o seu post no Carta Aberta ou no internETC



Escrito por Rogério Christofoletti às 12h05
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RBS vai lançar novo jornal

Pelo menos é o que afirma o homem-forte da RBS, Pedro Parente, em entrevista exclusiva para a revista Press Advertising deste mês. Na longa conversa com os repórteres da publicação, o executivo - que saiu do serviço público para reestruturar o maior grupo de comunicação do Sul do país - conta porque deu essa guinada na sua carreira e quais são os próximos passos da RBS. Entre eles, lançar um novo jornal e ainda avançar sobre outros mercados. A revista é resultado da união de outras duas (Press + Advertising), ocorrido no ano passado.

Piadinha: logo que Pedro Parente foi convidado pelos Sirotsky para ser um dos manda-chuvas no pedaço, uma anedota correu pelos corredores da empresa: "Mas como? Vão chamar um Parente para remodelar uma empresa familiar?"



Escrito por Rogério Christofoletti às 11h45
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Jornalistas na rede

Tem muita gente com seus diários virtuais na internet. Em Santa Catarina, essa rede se espalha rapidamente. Dêem uma passada no do César Valente (Carta Aberta), do Dauro Veras (DVeras em Rede), no do Carlos Damião, e no da queridíssima Elaine Borges (Balaio de Siri).

E já que está por aqui, dê uma olhada no internETC, diário virtual de Cora Rónai, editora de Informática de O Globo. A jornalista é uma das convidadas para abrir o ciclo de debates Jornalismo, Cidadania, Democracia e Inclusão Digital, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina a partir do dia 24 de maio, semana que vem...



Escrito por Rogério Christofoletti às 11h21
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A exposição termina domingo


Quem ainda não viu, tem só mais alguns dias... A exposição 50 OLHARES DE SANTA CATARINA reúne imagens dos repórteres fotográficos mais importantes do estado em momentos inesquecíveis. Além desses 50 clicks, a mostra - organizada por Hermínio Nunes e Silvio Costa Pereira - traz ainda 20 registros da história recente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Aliás, a mostra é uma das atividades que marca os 50 anos da entidade. Vale a pena ver!
Está no vão central do Beiramar Shopping, em Florianópolis, e fica até o dia 22 de maio. Depois, o material deve correr o Estado.

Escrito por Rogério Christofoletti às 11h08
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Nova edição do MONITOR

Os jornais do Grupo RBS reforçam suas presenças na vida social das comunidades a que se dirigem. A exemplo de outros anos, veiculam a campanha institucional do conglomerado, publicam anúncios da casa e ainda repercutem a exaustão fatos que movimentam a rotina local. Veja o que o MONITOR DE MÍDIA observou na última quinzena, com análises como Cúpula Quixotesca e Paradoxo geográfico.



Escrito por Rogério Christofoletti às 10h41
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Cacau em baixa

O cacau está em baixa. Não, nada contra o chocolate e derivados, mas me refiro ao colunista do Diário Catarinense Cacau Menezes. Uma rápida busca pelo Orkut mostra que há três comunidades relacionadas a ele: Eu odeio Cacau Menezes (com 771 membros), Não suporto o Cacau Menezes (25 membros) e Adoramos Cacau Menezes (6 membros). No mano a mano, Cacau perde feio. Evidentemente, essa busca não tem qualquer caráter científico e não pode ser considerada um mapa da popularidade ou aceitação do colunista. De qualquer forma, faz pensar...



Escrito por Rogério Christofoletti às 10h29
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Navegue

Navegue pelos melhores sites e blogs sobre Jornalismo.
Veja os atalhos à sua direita, isso, no Menu...



Escrito por Rogério Christofoletti às 00h03
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Nova edição no ar

Lançamos há pouco na rede mais uma edição, a de nº 69 - sugestiva, portanto -, do site MONITOR DE MÍDIA. Nesta quinzena, o projeto de acompanhamento da imprensa catarinense dá uma olhada nas estratégias dos jornais do Grupo RBS para se firmarem no imaginário e se fixarem na rotina dos leitores. Além disso, Laura Seligman avalia os resultados da cúpula entre países sul-americanos e árabes, que aconteceu em Brasília nesta semana. Rogério Christofoletti reflete sobre a condição da pesquisa em Comunicação no Brasil e sua frágil conexão com os vizinhos latinos. Acessem: http://www.univali.br/monitor  

Escrito por Rogério Christofoletti às 23h49
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Atrasos e ausências (como sempre)

O meu atraso não comprometeu o início das atividades. Afinal, todo o mundo atrasou. E, na verdade, ninguém esperava por mim para começar...

O que estava marcado para as 9 horas, iniciou mesmo perto das 10, o que empurrou a primeira mesa redonda para bem depois do meio-dia e meia... Dois dos cinco debatedores do painel inaugural não puderam vir por problemas de doença (Daniel Herz e Venicio Arthur de Lima). E outro chegou bem atrasadinho, o Gilson Schwartz, que é da casa, da USP...

José Marques de Melo e o venezuelano Jesús María Aguirre - que chegou atrasado ao Celacom, mas pontual à Alaic - brilharam, dando suas visões sobre o tema inicial. “Democratizar a comunicação: uma tarefa pendente? (25 anos da NOMIC – Nova Ordem Mundial da Informação e da Comunicação)”

Assisti apenas ao painel e voei para Congonhas: minha missão tinha terminado por ali. Eu tinha outro compromisso ontem: às 18 horas, na Assembléia Legislativa, aconteceria a Sessão Solene em homenagem aos 50 anos do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Mas esse assunto merece outros posts...



Escrito por Rogério Christofoletti às 12h22
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Uma passadinha na Alaic

Depois de duas horas de trânsito, cheguei à USP para acompanhar a abertura do 3º Seminário da Alaic. Como qualquer evento de comunicação, houve problemas de comunicação. Muita gente chegava à Escola de Comunicações e Artes, a ECA, pensando que o evento seria todo por lá. Mesmo constando no site que a abertura aconteceria no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, a FAU... Pois na ECA, não havia qualquer sinalização neste sentido, e mesmo os funcionários do Departamento de Jornalismo e Editoração mal sabiam que o seminário começaria naquele dia, ontem...



Escrito por Rogério Christofoletti às 12h16
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Câmbio, desligo (por hoje)

No post anterior, esta anta esqueceu de dizer o tema do seminário da Alaic deste ano: Democratizar a Comunicação: uma tarefa pendente?
Na programação, painéis, mesas redondas e grupos de discussão, com a apresentação de pesquisas e projetos. Entre as vedetes esperadas, Jesús María Aguirre (da Venezuela e que passou pelo Celacom), Daniel Herz (da Fenaj e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), Eugenio Bucci (da Radiobras), Erik Torrico Villanueva (da Bolívia) e Venício Arthur de Lima, além de figurinhas carimbadas como José Marques de Melo, Margarida Kunsch e César Bolaño (da Universidade Federal de Sergipe).
O evento vai de quinta, 12, ao sábado, 14.

Dá um bico nos temas das mesas: Experiências democráticas de políticas de comunicação em países da América Latina (na noite do dia 12); O que é democratizar a comunicação em tempos de globalização e revolução tecnológica da Informação (na tarde de sexta); Políticas públicas de comunicação na América Latina na contemporaneidade: análises e desafios (na manhã do sábado)...

Detalhe: o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica do Brasil (SECOM), Luiz Gushiken, o chamado Homem de Cem Milhões de Dólares (porque é ele quem decide sobre a verba publicitária do governo Lula) participará do Seminário da Alaic. Será que ele vai pintar??



Escrito por Rogério Christofoletti às 19h09
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Fim de um e começo do outro

A 9ª edição do Celacom termina hoje e amanhã, coladinho, começa o 3º Seminário Internacional da Alaic. A proximidade dos eventos foi uma boa iniciativa na medida em que auxilia os pesquisadores distantes a priorizar em suas agendas as ocorrências. Assim, quem vem de longe, fica mais um pouco e garante presença nos dois eventos, mesmo que ocorram em instituições e cidades diferentes. O Celacom aconteceu na Metodista de São Bernardo, não muito distante portanto da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, onde se dá o encontro da Alaic.

Vou dar só uma passadinha na USP, e de lá, blogo umas notas... Uma passadinha pois no mesmo dia, amanhã, tem solenidade na Assembléia Legislativa de Santa Catarina sobre os 50 anos do Sindicato dos Jornalistas. Começa às 18 horas em Florianópolis. Com lançamento de livro e tudo. JORNALISMO EM PERSPECTIVA, organizado por mim e pela professora Maria José Baldessar, da UFSC...



Escrito por Rogério Christofoletti às 18h55
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Novos sites

Da Metodista, duas boas notícias para os navegadores de plantão: uma remodelada no site da Enciclopédia do Pensamento Comunicacional da América Latina (Encipecom) e o Portal Luiz Beltrão. O novo site da Encipecom entra na rede nas próximas semanas, mas ainda é possível navegar na versão atual. Já o Portal Luiz Beltrão traz um extenso material sobre o comunicador e pensador brasileiro (bibliografia, iconografia, hemerografia, depoimentos e documentos, além da biografia) e informações sobre o prêmio que leva o seu nome, instituído e promovido pela Intercom.

Escrito por Rogério Christofoletti às 18h47
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Os desencontros na AL

Eventos como o Celacom e o seminário da Alaic dão uma chacoalhada naqueles que pensam e pesquisam comunicação. Na verdade, não só eles, mas como se trata de eventos da área, centro-me neles. Pois, a exemplo de outras atividades da expressão humana, pouco conhecemos dos vizinhos da América Latina. Na verdade, mais parece que o Brasil é um continente à parte, isolado dos demais países e dobrado sobre si mesmo, espiando o próprio umbigo. Nada sabemos dos colegas latinos, quase não lemos os seus trabalhos, e sequer citamo-los. Afinal, como vou tomar como referência alguém de quem mal ouço falar?

Talvez o nome mais conhecido entre nós seja o de Jesús Martin-Barbero, e olhe lá... Mal sabemos dos cubanos, dos equatorianos, dos paraguaios... Iniciativas como a do Celacom e da Alaic trazem luzes difusas a esses pensadores e a realidades muito próximas da nossa. Afinal, não seria mesmo lógico que os brasileiros fossem mais entusiastas de um resgate do pensamento comunicacional latino-americano?



Escrito por Rogério Christofoletti às 18h41
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CD da hora!!!

O mini-CD que traz os anais do 9º Celacom é muito bem-feitinho. Todo em flash, traz depoimentos em arquivos de áudio e vídeo de José Marques de Melo, Maria Cristina Gobbi, Maria Aparecida Ferrari e Clóvis Pinto de Castro, vice-reitor da Metodista. Traz ainda todos os artigos apresentados, com seus resumos e apresentações dos autores. Bem limpo, bem organizado, funcional. Muito bom...



Escrito por Rogério Christofoletti às 11h09
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Pra que servem mesmo?

Fiquei intrigado com uma coisa: o Celacom teve poucos participantes externos pelo que vi e muita gente da casa. Principalmente, estudantes de comunicação da Metodista, da graduação, acentuadamente. Pois bem. Esse pessoal lotava o auditório, mas saía antes do final das atividades; não perguntava nada durante os debates; nem sequer anotavam as falas dos palestrantes... Não vi um momento em que um desses filhotes-de-intelectuais abordaram as estrelas latino-americanas do evento, nem mesmo outros participantes... Fiquei intrigado... Esse pessoal está aqui só pra contar créditos???

Escrito por Rogério Christofoletti às 11h01
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Livros

Como é de praxe, o Celacom foi o momento do lançamento de uma série de obras. Destaco algumas:

"Midiologia para iniciantes", do Marques de Melo

"Livros e televisão: correlações", de Sandra Reimão

"Direitos da Comunicação", organizado pelo Marques de Melo e outros

Todos na faixa dos 25 a 30 reales... Comprei o último, e estou gostando...



Escrito por Rogério Christofoletti às 10h58
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Perguntas que não se calam

Preocupações mais frequentes dos participantes do Celacom (ouvidas nos corredores e entre um café e outro):

* Quando vão entregar os certificados?

* Este é o CD-ROM com os anais? Mas é um mini-CD igual ao da Coca-Cola!! Será que meu computador aceita isso?

* Por que é que eu tenho que carimbar meu crachá para demonstrar presença se estou em duas mesas e ainda vou apresentar uma comunicação? Será que eles pensam que eu vou fugir???



Escrito por Rogério Christofoletti às 10h54
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Mais preços

Ônibus do centro de São Bernardo para a Metodista (pode ser a linha 15 ou 29): 2 reá

Táxi do Aeroporto de Congonhas à Metodista (pode ser um Santana véio ou um Gol novinho): 70 mangos

Voltar pra casa voando pra ver o meu filhote e a minha gata: não tem preço!!!



Escrito por Rogério Christofoletti às 10h48
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Notas digitais: o presente e o futuro do passado

Ainda falando do G8, do GT de Comunicação Digital do Celacom...

Juciano Lacerda, professor do Ielusc e aluno do doutorado da Unisinos, apresentou parte de suas investigações acerca de ambientes digitais comunitários, centrando-se sobre dois exemplos: o dos Telecentros, de Porto Alegre, e o de uma ONG do Capão Redondo, capital Paulista. Na boa comunicação de Juciano, ficou evidente como ainda tanto o Terceiro Setor quanto o Poder Público ainda desconhecem as características básicas do meio digital. Assim, interatividade, hipertextualidade e multimidialidade são utilizados sem critério, ignorados ou simplesmente descartados da arquitetura dos sites.

Também da Unisinos, Miriam de Souza Rossini tratou das modificações que o processo de digitalização vem produzindo no cinema e na televisão. Segundo a pesquisadora, o fenômeno tem atraído as duas áreas que, historicamente, sempre seguiram seus rumos de forma paralela. Com a digitalização dos conteúdos, simplesmente, os processos de captação de imagens, edição e montagem ficou mais fácil, dispensando o filme e suas limitações e adotando assim um ritmo mais industrial de produção. O foco de Miriam é o cinema nacional, e nesse âmbito, ela aponta exemplos de como essa indústria vem se desenvolvendo: minisséries ou microsséries da TV Globo são produzidas para, depois, transformarem-se em longas metragens com exibição no circuitão.
Nessa história toda, "Caramuru" que passou nos cinemas, antes havia sido veiculado na TV sob a forma de uma microssérie, "A invenção do Brasil", o mesmo se dando com "O Auto da Compadecida" e "Hoje é dia de Maria", que deve chegar às telas brasileiras em breve...
Num processo como esse, a pesquisadora conclui dizendo que a maior produtora de cinema do Brasil - em bilheteria, alcance, e números de produção - acaba sendo uma empresa ligada à TV, a Globo Filmes. E por quê? Porque eles já haviam desenvolvido um know-how de produção em escala no meio televisivo...

A última apresentação do dia foi a de Douglas Amparo Mansur (USP-UNICSUL-UNISANTANA) que, entre outros trabalhos, acompanha o Movimento dos Sem Terra. A grande questão do pesquisador é, com a facilidade da digitalização, como fica o futuro da documentação? Com a facilidade do fotógrafo smplesmente deletar imagens de sua máquina e não guardá-las, como fica a história no futuro? Como fica o registro do passado? E quais devem ser as preocupações do profissional que disso se ocupa num futuro próximo??? (Como esse post já está muito longo, responda você)



Escrito por Rogério Christofoletti às 10h45
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um pouco dos GTs

Eu dizia que o formato ainda adotado pelos congressos facilita a dispersão, e que algo precisava mudar. Com o 9º Celacom, reforcei essa impressão acrescida do pensamento de que não há troca intelectual e maior contato mesmo nas sessões dos Grupos de Trabalho, os GTs. O evento teve 10 GTs neste ano, e - para fugir de uma regra pessoal -, não passei pelo de Jornalismo. Fiquei no de Comunicação Digital para ver a quantas anda a pesquisa na área e para apresentar meu próprio trabalho... Detalhe: era o G8...
O primeiro dia já evidenciou a heterogeneidade da produção na área, mesmo sendo este um GT bem específico.
Por causa da ausência de alguns apresentadores, houve uma inversão das apresentações. Paulo Roberto Botão (UNIMEP/ISCA) apresentou algumas de suas reflexões sobre "Internet, ensino de jornalismo e comunidade", num trabalho que focou o desempenho de professores e alunos em dois sites da ISCA Faculdades: o do Núcleo de Comunicação, NUCOM, e o da Agência Nova. Uma das principais conclusões de Botão é que os alunos - por mais que naveguem pela internet e se sintam à vontade no ambiente virtual - ainda pensam e operam como se estivessem fazendo jornalismo impresso quando na verdade deveriam fazer online...



Escrito por Rogério Christofoletti às 10h28
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Dispersão natural

Um assunto sério: os eventos acadêmicos precisam mudar a sua natureza. Já não funcionam como há tempos atrás... Apesar dos esforços da organização, os GTs ficaram bem dispersos entre os prédios da Metodista, o que impediu sentir aquele clima gostoso de confraternização, de reunião, de convivência. A própria disposição das atividades provocou um esvaziamento no colóquio.

Aliás, senti bem isso nas mesas da manhã. No pequeno, mas aconchegante auditório do Edifício Iota, víamos muitos alunos de graduação (principalmente da casa), alguns pesquisadores externos e poucas vedetes da comunicação. A sensação de vácuo pode piorar a partir da manhã de amanhã, já que o evento vai até a noite, prenunciando o Seminário da Alaic, que acontece na ECA-USP a partir de quinta... Darei uma espiadinha na Alaic, e blogarei das dependências do NICA, o laboratório de informática que fica no andar de cima... (sem trocadilhos, por favor!) 



Escrito por Rogério Christofoletti às 21h43
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Preços e valores

Detalhe importante no Celacom: os preços enlouqueceram. Cafezinho no balcão da padaria (pode ser expresso ou de bule) custa 1 real; hora de estacionamento perto da Metodista, R$ 6,00; livros lançados no evento que custam R$ 26,00 são vendidos a R$ 20,00 com cheque pré. Almoço pode custar de 7 a 9 pilas sem o suquinho. Cartão telefônico da Telefônica não consegui por menos de R$ 5,00. (Acho que o japonês me roubou...).

Piadinha que um estudante de Relações Públicas contou prum de Jornalismo no corredor: "Pô, o Corinthians virou uma concessionária! É uma Kia e doze bestas!" Diz que não vale nada...



Escrito por Rogério Christofoletti às 21h36
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Como falam...

O segundo dia de Celacom foi bastante agitado. Tanto quanto o anterior, mas o mergulho foi mais fundo, já que o pessoal caiu mesmo no clima do evento. Pela manhã, a mesa redonda reuniu relatos de experiências práticas de educomunicação. Fui assistir a minha amiga Rossana Gaia, do CEFET-UFAL, e Raquel Paiva, da UFRJ, que já conhecia de livros. Os debates foram bem interessantes, mas o pior mesmo é a sessão de perguntas. Por que é que ninguém é sintético nos questionamentos? Pô! Só porque é evento de comunicação, o "perguntante" não precisa ficar sete minutos fazendo análise de conjuntura... Podiam deixar para o período da tarde, quando acontecem os GTs...

Escrito por Rogério Christofoletti às 21h31
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Não só Kaplún

Nem só de homenagem a Mario Kaplún se faz um Celacom. Pelas manhãs, mesas redondas, durante as tardes, Grupos de Trabalho. São nove, no total: Jornalismo , Divulgação Científica, Comunicação Organizacional e Relações Públicas, Comunicação Mercadológica, Publicidade e Propagandas, Comunicação Diversional: Entretenimento, Lazer e TurismoComunicação EducativaComunicação Sonora e AudiovisualComunicação DigitalEducação a Distância e Educomídia. Vale a pena conferir a programação e os resumos.

Os textos completos devem vir no CD-ROM dos anais. Informações extra-oficiais davam conta hoje à tarde de que um pequeno problema de tecnologia atrasou a entrega dos CD-ROMs aos participantes, coisa que deveria ter sido no credenciamento...



Escrito por Rogério Christofoletti às 21h09
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América, a de verdade

O Celacom, por sua natureza e abrangência, é um evento que reúne nomes do pensamento comunicacional de toda a América Latina. A América verdadeira, não a da novela, onde mexicanos e norte-americanos falam com sotaque carioca.

Entre os nomes mais proeminentes neste encontro estão Esmeraldo Villegas Uribe, da Colômbia, Maria Elena Hermosina, do Chile, e Gabriel Kaplún, do Uruguai. A organização contabilizou a inscrição de 214 trabalhos do Brasil, Peru, Paraguai, Argentina, Chile, Colômbia e até mesmo da Espanha.

A 9ª edição do Celacom vai de 9 a 11 de maio



Escrito por Rogério Christofoletti às 20h47
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Blogando de São Bernardo

O 9º Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-americana de Comunicação começou hoje pela manhã, nas dependências da Universidade Metodista, no campus de Rudge Ramos, São Bernardo. O tema desta edição é Educomídia, as relações entre Educação e Meios de Comunicação e o legado de Mario Kaplún, pensador e comunicador argentino que se notabilizou por seu trabalho de integração e socialização de conhecimentos.

A experiência pessoal de Kaplún como educador influenciou decisivamente na sua trajetória como comunicador. Além da vasta experiência em rádio e TV, Kaplún trouxe contribuições à metodologia do uso dos meios de comunicação em processos educativos. Uma experiência que merece nota se deu nos anos 70. Atendendo a populações isoladas de camponeses, o educador criou um método criativo de ensino à distância: o cassete-fórum. Kaplún gravava suas aulas num dos lados da fita cassete e mandava para seus alunos. Estes ouviam o conteúdo e gravavam suas perguntas no lado B, efetivando assim um processo interativo entre as partes.

Na mesa de abertura do 9º Celacom, estava Gabriel Kaplún, um dos três filhos do educador argentino e continuador de sua obra.



Escrito por Rogério Christofoletti às 20h39
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Blogando de SP para o Em Foco

Neste domingo, viajo para São Bernardo do Campo (SP) para participar do 9º Celacom, o Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação. Além de apresentar uma comunicação científica, devo cobrir o evento para a coluna EM FOCO do site do MONITOR DE MÍDIA. Estou pautado ainda para dar uma passadinha no Congresso da Alaic, a Associación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación. A coluna EM FOCO trata de jornalismo científico, e tem como titular a professora e jornalista Laura Seligman.



Escrito por Rogério Christofoletti às 01h09
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Pisadas na bola

A edição nº 68 do MONITOR DE MÍDIA já está no ar, trazendo uma série de "boladas nas costas" dos jornais catarinenses. Nossa equipe de pesquisadores observou o que as editorias de Esportes vêm aprontando e viu muita bola fora. Confira: http://www.univali.br/monitor

Escrito por Rogério Christofoletti às 00h49
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